16/06/2023

- TENTATIVA DE GOLPE - 'SE O EXÉRCITO RECEBER A ORDEM, CUMPRE PRONTAMENTE’: CID E SUBCHEFE DO ESTADO MAIOR COGITARAM GOLPE, DIZ REVISTA.

- TENTATIVA DE GOLPE -

'SE O EXÉRCITO RECEBER A ORDEM, CUMPRE PRONTAMENTE’: CID E SUBCHEFE DO ESTADO MAIOR COGITARAM GOLPE, DIZ REVISTA.
O coronel Jean Lawand Junior e o tenente-coronel Mauro Cid-Fotos de reprodução

Após a derrota de Bolsonaro nas urnas, coronel manteve contato frequente com o ajudante de ordens do ex-presidente e pediu, repetidamente, que o plano fosse colocado em prática

A trama golpista no conteúdo do celular do tenente-coronel Mauro Cid, revelada pela revista Veja nesta quinta-feira, incluiu até mesmo integrantes do alto escalão das Forças Armadas, como atestam diálogos do coronel Jean Lawand Junior, então subchefe do Estado Maior do Exército, com Mauro Cid. Após a derrota de Bolsonaro nas urnas, Lawand manteve contato frequente com Cid e cobrou, repetidamente, que o plano fosse colocado em prática.

“Cidão, pelo amor de Deus, cara. Ele dê a ordem, que o povo está com ele”, implorou o coronel na noite de 1º de dezembro. “Acaba o Exército Brasileiro se esses caras não cumprirem a ordem do Comandante Supremo”, completou, referindo-se aos generais que chefiavam a Forças Armadas e ao próprio Bolsonaro.

Na mesma mensagem, Lawand chega a vislumbrar uma futura prisão do então presidente. “Ele não pode recuar agora. Ele não tem nada a perder. Ele vai ser preso”, previu o coronel, antes de acrescentar: “E pior, na Papuda, cara”. A resposta de Cid, porém, foi lacônica: “Mas o PR (presidente) não pode dar uma ordem se ele não confia no ACE (Alto-Comando do Exército)”.

No dia seguinte, Lawand retomou o assunto e relatou o encontro de “um amigo do QG” com o general Edson Skora Rosty, então subcomandante de Operações Terrestres, que teria anuído com a ofensiva. “Foi uma conversa longa, mas, para resumir, se o EB (Exército Brasileiro) receber a ordem, cumpre prontamente”, disse, antes de ponderar: “De modo próprio o EB nada vai fazer, porque será visto como golpe. Então, está nas mãos do PR (presidente)”.

Nove dias mais tarde, as intenções golpistas permaneciam circundando as interações da dupla. “Se a cúpula do Exército não está com ele, da Divisão para baixo está”, garantiu Lawand. “Assessore e dê-lhe coragem. Pelo amor de Deus”, prosseguiu, mais uma vez em tom de súplica. Cid retrucou informando que havia “muita coisa acontecendo”, “passo a passo”. O coronel festeja: “Excelente!!!”

Procurado pela revista, Lawand — destacado pelo governo Lula para assumir o cargo de representante militar em Washington, nos Estados Unidos — afirmou ter uma relação de amizade com Cid, com quem conversava sobre “amenidades”. Ele disse não se lembrar de nenhum diálogo de teor golpista. O general Rosty também relatou que não se recordava de conversas do gênero. Cid está preso desde o início de maio após uma operação da PF sobre fraudes em cartões de vacina, na qual seu telefone acabou apreendido.

O material publicado pela Veja faz parte de um relatório de 66 páginas produzido pela Diretoria de Inteligência da Polícia Federal. No telefone de Cid, foi encontrado ainda outro documento, onde é aventada a hipótese de decretação de estado de sítio, uma das medidas mais extremas previstas na Constituição, válida apenas para situações excepcionais, como em caso de guerra.

Fonte: O Globo
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15/06/2023

Câmara aprova projeto que propõe tornar crime a discriminação de politicos.

Câmara aprova projeto que propõe tornar crime a discriminação de politicos.TVIPAN E RÁDIO IPANEWS#POLITICA | A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) um projeto que propõe criminalizar a discriminação de pessoas “politicamente expostas", como políticos, ministros do Poder Judiciário e detentores de cargos comissionados. O projeto ainda tem que ir ao Senado.

O texto foi aprovado por 252 votos a favor e 163 contrários. Veja como votou cada deputado.

Mais cedo, os deputados aprovaram a urgência do texto, o que permitiu que ele fosse analisado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), negou que o tema tenha sido tratado de forma “açodada”. “Essa matéria foi pauta em discussão na reunião de colégio de lideres extensiva na terça-feira”, disse durante a votação.

Ainda de acordo com Lira, se o projeto não fosse votado, a Câmara iria "continuar permitindo que parlamentares sejam agredidos em aviões, nos hotéis, nas festas".

A proposta, de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, e relatada pelo deputado Cláudio Cajado (PP-BA) fixa penas para crimes resultantes da “discriminação" contra pessoas em razão de sua condição de "politicamente exposta", além de prever punições para discriminação de:

pessoa que esteja respondendo a investigação preliminar, termo circunstanciado, inquérito ou a qualquer outro procedimento investigatório de infração penal, civil ou

Administrativa;

pessoa que figure na posição de parte ré de processo judicial da qual ainda caiba recursos.

"O preconceito, que se origina da prévia criação de conclusões negativas e intolerâncias injustificáveis quanto a certo conjunto de indivíduos, possui significativo potencial lesivo, na medida em que tem o condão de acarretar, em última análise, a violação de direitos humanos", justificou o relator.

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14/06/2023

SOLICITAÇAO NEGADA

SOLICITAÇAO NEGADA
A juíza Gabriela Hardt havia pedido para sair da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde estão os processos da Lava Jato, mas vai continuar no cargo. Ela não conseguiu a transferência porque um juiz com mais anos de magistratura também se candidatou e, assim, ficou com a remoção - o tempo de serviço ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) era critério de escolha.

Gabriela está como juíza substituta na 13ª Vara Federal de Curitiba desde o dia 20 de maio, quando o titular, Eduardo Appio, entrou de férias. Em sua volta, Appio foi provisoriamente afastado da operação, e a juíza permaneceu à frente. Ela continuará no cargo caso o juiz seja mantido afastado.

Antes de substituir Appio, Gabriela também foi substituta do ex-juiz e atualmente senador Sergio Moro (União Brasil), com quem tinha alinhamentos na condução da Lava Jato - em 2019, ela condenou o presidente Lula (PT) no caso do sítio de Atibaia, decisão que foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por entender que Moro demonstrou parcialidade na condução do processo na 13a Vara Federal de Curitiba.

Acusada de plagiar no processo uma sentença de Sergio Moro, Gabriela tinha assumido a 13ª Vara Federal pela primeira vez em novembro de 2018, quando o atual senador deixou a magistratura para virar ministro do governo Bolsonaro.

Créditos: GloboNews
Gil Ferreira/Agência CNJ
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E agora Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, O que os espera? Corregedor Luis Felipe Salomão pede ao STF compartilhamento de provas da Vaza Jato

E agora Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, O que os espera? Corregedor Luis Felipe Salomão pede ao STF compartilhamento de provas da Vaza Jato
Luis Felipe Salomão, corregedor nacional de Justiça, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento das provas da Vaza Jato. Ele pretende usar o material na inspeção que a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) realiza na 13ª Vara Federal de Curitiba e no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), responsáveis pelos processos da Lava Jato. A informação é da coluna de Bela Megale no jornal Globo.

O material solicitado inclui mensagens obtidas por hackers trocadas entre procuradores da força-tarefa e Sérgio Moro, então juiz. Salomão ainda pediu acesso a uma reclamação relacionada ao advogado Tacla Duran. O próprio corregedor vai pessoalmente a Curitiba (PR) na próxima sexta (16) para colher depoimentos.

Em março, durante depoimento ao juiz afastado Eduardo Appio, Tacla Duran acusou o ex-deputado Deltan Dallagnol e o senador Sergio Moro de extorsão. No mês seguinte, o desembargador Marcelo Malucelli, do TRF-4, reestabeleceu ordem de prisão contra o advogado, mas a medida foi suspensa posteriormente pelo STF.

Malucelli faz parte da Oitava Turma do tribunal e é alvo da inspeção do CNJ. O colegiado é composto por magistrados que já condenaram Lula e outros acusados pela Lava Jato. Na semana passada, envolvidos no procedimento da corregedoria estiveram na sede da 13ª Vara de Curitiba e no TRF-4 para ouvir três desembargadores.

A correição do CNJ ainda acessou sistemas e movimentações relativas a fases de processos da Lava Jato. 

Créditos: Plantão Brasil. 
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POLÍTICA BRASILEIRA

POLITICAO Conselho de Ética do Senado abriu nesta quarta-feira (14) processos disciplinares contra cinco senadores. Entre eles está o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), que foi flagrado com dinheiro na cueca durante buscas da Polícia Federal em 2020.

O pedido de abertura de processo foi apresentado pelos partidos Rede Sustentabilidade e Cidadania. As legendas pedem a cassação do mandato do parlamentar. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi sorteado relator do caso.

Além de Chico Rodrigues, se tornaram alvos de processos no Conselho de Ética: Styvenson Valentim (Podemos-RN), Jorge Kajuru (PSB-GO), Cid Gomes (PDT-CE) e Randolfe Rodrigues (sem partido-AP).

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Escrivã morta não contou sobre assédio sofrido na Polícia Civil de MG para poupar a família, diz pai

Escrivã morta não contou sobre assédio sofrido na Polícia Civil de MG para poupar a família, diz pai
Rafaela Drumond, escrivã da Polícia Civil que morreu em Barbacena — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Rafaela Drumond foi encontrada sem vida na noite da sexta-feira (9), na cidade de Antônio Carlos, interior de MG. Vítima fez denúncia no sindicato da categoria uma semana antes; Corregedoria da PCMG investiga o caso.

Depois da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmar que a Corregedoria abriu inquérito para apurar as denúncias de assédio e a circunstância da morte de Rafaela Drumond, 31 anos, escrivã da corporação em Carandaí, o pai dela, Aldair Divino Drumond, conversou com a TV Integração, nesta quarta-feira (13).

Segundo o Sindicato dos Escrivães da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindep-MG), há denúncias de que ela vinha sofrendo assédio moral e sexual, além de pressão com a sobrecarga no trabalho.

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A escrivã foi encontrada sem vida pelos pais na noite da sexta-feira (9), em um distrito na cidade de Antônio Carlos. Conforme informações do Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) da Polícia Militar, o caso foi registrado como suicídio

Segundo o pai da escrivã, o comportamento de Rafaela, que visitava os pais em Antônio Carlos a cada 15 dias, estava diferente. A suspeita dele e da esposa é que ela estivesse focada e tensa nos estudos para a prova de um concurso para o cargo de delegada.

“Há três meses minha filha não estava no estado normal”, diz.
“Busquei ela terça-feira da semana passada e na sexta aconteceu toda essa tragédia. Fiquei perdido, não entendi o que aconteceu com a minha filha. Uma menina cheia de vida, com emprego e tudo e, de repente, dá essa tragédia. Fui em outro mundo e voltei. Enterrei ela no sábado, no domingo a gente ficou vagando e na segunda saiu essa notícia que aconteceu no trabalho dela. Quero que seja elucidado esse caso”.

O pai acredita que a filha tenha preservado a família e, por isso, não contou sobre as situações que vivia no ambiente de trabalho.

“O que acalenta um pouco é que, na tarde de ontem [terça], depois que cheguei a sair na cidade, fui chamado na delegacia de Barbacena, que estava a escrivã que é chefe de todas as escrivãs do Estado, com mais uma assistente social e uma psicóloga da própria Polícia Civil, que entrou no caso. (...) Pelo menos me conforta, que o caso da minha filha vai ser elucidado. Eu acredito no trabalho da Polícia Civil, órgão no qual a minha filha pertencia e tinha o sonho de continuar lá”.

Segundo o Sindep, Rafaela fez contato com o jurídico do sindicato na semana passada denunciando assédio sofrido no ambiente de trabalho. A entidade, no entanto, disse que o conteúdo da denúncia será mantido em sigilo.

O órgão disse ainda ter recebido outras denúncias, e que uma visita técnica seria realizada na Regional. Contudo, não houve tempo hábil da intervenção antes da morte da escrivã.

Fonte: TV Integração
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