02/01/2021

7 fatos sobre a Gripe Espanhola no BrasilA Grande Gripe foi a pandemia mais mortal da história: foram 50 milhões de óbitos entre 1918 e 1920 — 35 mil só no nosso país

7 fatos sobre a Gripe Espanhola no Brasil
A Grande Gripe foi a pandemia mais mortal da história: foram 50 milhões de óbitos entre 1918 e 1920 — 35 mil só no nosso país
Pesquisa na internet pelo blog j, Ipanguaçuense em 02/01/2021

No dia 5 de junho de 2020 o número de mortes por Covid-19 no Brasil chegou a mais de 35 mil, ultrapassando a quantidade de óbitos por Gripe Espanhola quando a doença atingiu o país em 1918 (a população nacional da época era de aproximadamente 30 milhões de pessoas). A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que a Grande Gripe tenha sido a pandemia mais mortal da história: foram 50 milhões de óbitos entre 1918 e 1920. Saiba mais sobre como a Gripe Espanhola atingiu o Brasil há mais de um século:

Os historiadores acreditam que a Grande Gripe chegou ao Brasil em setembro de 1918, quando passageiros do navio britânico Demerara, vindo de Lisboa, em Portugal, desembarcaram infectados em Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Acredita-se que no mesmo mês outros marinheiros que prestaram serviço militar em Dakar e estavam doentes tenham aportado também na capital pernambucada. Pouco mais de suas semanas depois, outras cidades do Nordeste e de São Paulo reportaram casos da doença.

2. Dentre as pessoas que adoeceram à época está Rodrigues Alves, que foi o quinto presidente do Brasil entre os anos de 1902 e 1906. O político chegou a ser reeleito em 1918, mas cotraiu a Gripe Espanhola antes de tomar posse e foi substituído pelo vice-presidente Delfim Moreira, que, por sua vez, se tornou o primeiro presidente interino do Brasil.

Moreira permanceu na liderança do país de 15 de novembro de 1918 a 28 de julho de 1919 — uma das presidências mais curtas da história do nosso país. Foi o responsável por conduzir o processo para a convocação de novas eleições gerais.

3. As receitas de "tratamentos infalíveis" se espalharam por aí durante a Gripe Espanhola. Nos jornais, as páginas eram tomadas por cartas de leitores que indicavam pitadas de tabaco, balas de ervas e tônicos como remédios para a doença. Além disso, outra recomendação era queimar alfazema ou incenso para "limpar o ar" — tudo sem comprovação científica.

Em São Paulo, particularmente, espalhou-se outro tratamento: uma mistura de cachaça, mel e limão que prometia curar a infecção. A bebida soa familiar? Segundo os especialistas, foi nesta época que surgiu a caipirinha, paixão nacional.

4. Um tratamento que se tornou particularmente popular quando a Gripe Espanhola atingiu o Brasil foi a ingestão de sal de quinino, um remédio então usado no tratamento da malária. Mesmo sem comprovação científica de sua eficácia, a substância sumiu das prateleiras e, em certo ponto, passou a ser distribuída para a população.

5. De acordo com os historiadores, as autoridades brasileiras da época demoraram a agir: medidas de prevenção e de distanciamento social só foram tomadas quando a pandemia já acometera grande parte do país. Dados da Fiocruz indicam que entre outubro e dezembro de 1918, período oficialmente reconhecido como pandêmico, 65% da população adoeceu. Só no Rio de Janeiro foram registrados mais de 14 mil óbitos pela doença, enquanto em São Paulo ao menos 2 mil morreram.

6. Carlos Chagas, biólogo e satinarista que descreveu a Doença de Chagas, foi uma figura importante durante a pandemia de Gripe Espanhola. O então presidente Venceslau Brás, que governou entre 1914 e 1918, convidou o especialista para liderar a campanha de combate à doença. Além de apoiar pesquisas científicas, Chagas implementou cinco hospitais emergenciais e 27 postos de atendimento à população em diferentes pontos do Rio de Janeiro.

7. Também rolou quarentena durante a pandemia da Grande Gripe no Brasil. No pico de contágio, escolas, lojas e postos de trabalho foram fechados para conter a disseminação da doença. Já os campeonatos esportivos foram cancelados e adiados, tal como as apresentações artísticas.

Segundo relatos de cidadãos da época, o medo de sair nas ruas e ser contaminado era tão grande que os corpos dos mortos permaneciam por dias ou até semanas nas ruas. Grande parte das vítimas da Gripe Espanhola foram enterradas como indigentes e em valas coletivas.

Por: Revistagalileu.blobo.com
POR: BLOG J, IPANGUAÇUENSE.

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