16/01/2021
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Estudantes de escolas públicas do RN enfrentam provas do Enem após 10 meses sem aulas presenciais
Estudantes de
escolas públicas do RN enfrentam provas do Enem após 10 meses sem aulas
presenciais
Alunos citam desigualdade diante da concorrência e medo de contaminação por Covid-19 durante exame. Em algumas escolas, sequer a aulas virtuais os estudantes conseguiram ter acesso.
Pesquisa realizada em junho apontava
que, dos jovens que pretendiam fazer o Enem, quase a metade havia pensado em
desistir da prova — Foto: Mariana Leal/MEC
A
estudante Luana Félix, de 19 anos, vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) neste ano na tentativa de cursar medicina. Aluna da Escola Estadual José
Fernandes Machado, no bairro Ponta Negra, Zona Sul de Natal, ela - assim como
toda a turma - vai precisar encarar a prova e a concorrência a partir do
próximo domingo (17) sem ter assistido uma aula presencial sequer desde o mês
de março, por conta da pandemia da Covid-19.
"Com toda certeza nós não vamos ter a mesma chance. Não tivemos a
base que os alunos que tiveram aula esse ano têm para realizar a prova",
lamentou.
A realidade dela e dos colegas de sala é também a de milhares de
estudantes da rede pública do Rio Grande do Norte, que viram as aulas
presenciais serem canceladas no dia 17 de março - há cerca de 10 meses.
Sem condições de investir em algum cursinho particular ou em outra forma
de ensino, Luana precisou se virar como deu para estudar. A solução foi a
internet - plataforma que ela mesmo admite que muitos estudantes sequer têm
acesso.
"Eu me preparei da maneira que eu consegui, em meio a todos os
acontecimentos. Não tenho condições de bancar um cursinho, então estudei por
conta própria, procurando apostilas na internet", disse.
"Acredito que nem todos tem esse
acesso e que esse Enem vai ser mais desigual do que os outros".
A estudante acredita que um dos principais problemas, para os alunos da rede estadual, foi a demora para definir como as aulas aconteceriam durante a pandemia. A escola em que ela estuda, por exemplo, não teve sequer aulas virtuais, apenas atividades que eram enviadas por um sistema on-line e que, segundo ela, "nem todos tinham acesso".
"Meses depois é que foram enviar as atividades. Foram muitas atividades", contou Luana, explicando que era líder da turma e repassava os exercícios aos demais alunos, que também se veem em uma situação delicada para fazer o Enem.
"A dificuldade não estava só em
não ter acesso aos conteúdos, mas também em compreender a matéria. Nem todos
tinham tempo e estrutura para realizar as atividades. No grupo da minha turma,
eu ajudei da maneira que eu pude. Pedia ajuda dos professores que eu tinha o
contato, mas mesmo assim foi e está sendo muito complicado", falou.
Segundo a Secretaria da Educação da
Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC), menos de 10% das escolas estaduais não
realizaram, em 2020, atividades não presenciais no período da pandemia.
"A SEEC buscou disponibilizar
diversas ferramentas para que eles continuassem com o processo de ensino
aprendizagem, seja pela internet, com materiais impressos ou aulas na TV
aberta. Em algumas regiões, até aulas pelo rádio foram ministradas", disse
em nota.
A secretaria disse que as atividades
são consideradas as aulas, já que para cada atividade o professor preparou uma
aula e inseriu no Sistema Integrado de Gestão da Educação (Sigeduc).
A estudante Letícia Gabrielly, de 19
anos, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), está em situação
semelhante: ela também não teve nenhuma aula presencial desde março.
A situação das duas alunas é distinta
dos estudantes das escolas particulares, que tiveram o retorno gradativo das atividades a partir de setembro. Muitos
deles também contaram com um cronograma organizado de aulas on-line.
Diferente de Luana, no entanto, Letícia
teve acesso às aulas virtuais, mas apenas por volta dos meses de agosto e
setembro - pelo menos cinco meses depois da suspensão das aulas.
Para tentar não ficar para trás no
conteúdo que será cobrado nas provas do Enem, ela também tentou estudar por
conta própria - em casa e sem auxílio - durante esse período. E o principal
recurso foi à internet.
Letícia Gabrielly, estudante potiguar também vai prestar Enem neste ano — Foto: Cedida
"Devido à situação atual, sem aulas presenciais e com as aulas
remotas totalmente diferentes do que eu era acostumada, eu tive que optar por
estudar sozinha. Comecei a procurar assuntos específicos em vídeos na internet
e fazer anotações", disse.
Letícia vai tentar aprovação em algum curso da área de saúde, que ainda
não definiu, no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Mas é outra que vê suas
chances menores diante de parte da concorrência nesse momento.
"Eu acredito que a minha chance de ser aprovada nos cursos que eu
quero caiu muito, pois além de ter que me adaptar para as aulas remotas, ainda
tem a preocupação de como o mundo se encontra diante do caos que esse vírus
está causando".
As duas estudantes dizem algo em comum: que o Enem não deveria acontecer neste momento. Além de apontar o cenário de desigualdade, elas ainda reforçam o risco de contaminação pela Covid-19 durante o exame.
"O Enem deveria ser adiado. Não concordo em ser feito agora, porque não coloca em risco só os adolescentes, mas também os familiares. Vamos passar de cinco a seis horas numa sala fechada, fora os que vão passar todo esse tempo em escolas que não tem um ventilador funcionando. Acho irresponsabilidade", diz Luana.
"Vamos pegar ônibus lotados, filas para entrar e voltar para nossas casas sem saber se estamos infectando nossa família. Além de desigual, vai ser arriscado", completa.
Letícia cita que a prioridade neste momento deveria ser preservar vidas.
"Eu acho uma falta de noção e de empatia, nós, estudantes, termos que fazer essa prova estando suscetíveis a uma contaminação de um vírus que já matou mais de 1 milhão de pessoas no mundo inteiro. A preocupação agora deveria ser preservar a vida de todos", falou.
"O certo seria evitar aglomeração e incentivar as pessoas a ficarem em casa e não submeter os estudantes a um grande risco de contaminação".
O G1 consultou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sobre quantos locais e quantas salas seriam usadas na aplicação das provas do Enem neste ano. O instituto respondeu que "os dados de logística para aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 serão disponibilizados pelo Inep após a aplicação do exame".
Escola Estadual José Fernandes Machado, em Ponta Negra — Foto: Google Street View
Enquanto as escolas privadas tiveram o
retorno gradativo e híbrido iniciado por volta de setembro no estado, a rede pública de educação está se preparando para o retorno das aulas
presenciais no mês de fevereiro no Rio Grande do Norte.
As escolas estaduais voltam no dia 1º de fevereiro, enquanto
as municipais têm previsão para um dia depois, no dia 2.
Ambas vão finalizar primeiro o ano letivo 2020 nos primeiros meses de retorno.
Por Leonardo Erys, G1 RN: 16/01/2021
BLOG: J, IPANGUAÇUENSE
Antes da crise no BB estourar, Bolsonaro mandou recados a Guedes e Brandão.
Radar Por Robson Bonin
BLOG: J, IPANGUAÇUENSE
15/01/2021
RN tem 127.847 casos confirmados e 3.149 mortes por Covid-19
RN tem 127.847 casos confirmados e 3.149 mortes por Covid-19
Secretaria de Saúde indica 957 novos casos e 11 mortes a mais que no dia anterior, sendo três nas últimas 24 horas. Por G1 RN 15/01/2021
São 957 casos a mais do que o registrado no boletim do dia anterior e 11 novas mortes, sendo três nas últimas 24h: Grossos, São Pedro e Caicó. O boletim indica ainda que outros 532 óbitos seguem sob investigação.
Segundo a
Sesap, o RN tem 67.535 casos suspeitos e outros 289.897 descartados. O
número de confirmados recuperados se manteve em 91.645, e o de inconclusivos,
tratados como "Síndrome Gripal não especificada", foi para 65.806.
O boletim aponta que 451 pessoas
estão internadas por causa da Covid-19 no RN, sendo 295 na
rede pública e 156 na rede privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos
(semi-intensivo e UTIs) é de 54,6% na rede pública e de 61,4% na rede privada.
O número de testes
realizados para Covid-19 no estado foi atualizado em 322.832, sendo 175.079
RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 147.372 sorológicos. A Sesap explica que
a redução em relação a dias anteriores se deu porque foram retiradas as
duplicidades de exames.
Números do coronavírus no RN
127.847 casos confirmados, 3.149 mortes
67.535 casos suspeitos, 289.897 casos
descartados
91.645
confirmados recuperados
G1: RIO GRANDE DO NORTE
Whindersson, Tatá Werneck e outros famosos se mobilizam para doar cilindros de oxigênio para Manaus.
Whindersson, Tatá Werneck e outros famosos se
mobilizam para doar cilindros de oxigênio para Manaus.
Celebridades utilizaram as redes sociais para arrecadarem materiais para hospitais.
Humorista ajudou na arrecadação de cilindros para doação
Através das redes sociais, o humorista Whindersson Nunes,
a comediante Tatá Werneck e
outros famosos se mobilizaram para conseguirem doações de cilindros de oxigênio para
a cidade de Manaus,
capital do Amazonas,
que vive um colapso na rede de saúde por conta do avanço da Covid-19. Em seu
perfil no Twitter, Whindersson afirmou que estava conversando com outras
celebridades e disse ter conseguido 20 cilindros de 50 litros de oxigênio para
doação. “Providenciando 20 cilindros de 50L de oxigênio pra distribuir nas
unidades mais urgentes em Manaus! Alô, meus amigos artistas! Na hora de fazer
show é tão bom quando o público nós recebe com carinho né, vamos
retribuir????”, disse o humorista. Horas depois, Whindersson compartilhou o que
foi obtido para doação. “Tô no whats com a galera. Tirullipa: 10 cilindros de
50 litros. Tatá Werneck: 10 cilindros 50 litros. Simone: 10
cilindros 50 litros. Tierry:
10 cilindros 50 litros”, afirmou o humorista. Em seguida, ele informou que a
cantora Marília Mendonça doou
20 cilindros, assim como o cantor Wesley Safadão,
enquanto que o jogador Richarlison doou
10 unidades.
O hipnólogo Pyong Lee também se juntou a Whindersson e contribuiu
com as doações. A vencedora do BBB20, Thelma
Assis, também utilizou as redes para pedir doações para
os hospitais da capital amazonense. A apresentadora Sabrina
Sato também mostrou interesse em ajudar na doação
de cilindros. O ator Bruno
Gagliasso pediu para que empresas que possam ajudar na operação
entrassem em contato. “Tem bastante gente querendo ajudar”, disse Gagliasso. O
youtuber Felipe Neto chegou a publicar que iria comprar 40
cilindros, mas apagou a postagem e se retratou dizendo que não havia material
disponível para compra. Em seguida, o influenciador disse que “ninguém comprou
cilindro nenhum pra Manaus” e explicou a situação.
- POR: Jovem Pan
- BLOG: J, IPANGUAÇUENSE
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