14/01/2021

Quem tiver oxigênio, por favor, traga': o apelo da mulher ao ver desespero de pacientes em hospital de Manaus.

Quem tiver oxigênio, por favor, traga': o apelo da mulher ao ver desespero de pacientes em hospital de Manaus.

Na madrugada desta quinta-feira (14), a psicóloga Thalita Rocha comemorou a melhora no quadro de saúde da sogra, de 67 anos, que está internada em uma unidade pública de saúde de Manaus (AM) em decorrência da covid-19. Mas horas depois, Thalita se viu em meio a uma situação que define como semelhante ao "fim do mundo".

Por volta das 8h30, relata a psicóloga, o oxigênio usado no local para ajudar pessoas com dificuldades respiratórias acabou. O item é considerado essencial para o tratamento de pacientes que, como a sogra de Thalita, desenvolvem quadro grave em razão da covid-19, pois o novo coronavírus costuma afetar duramente os pulmões.

 A falta de oxigênio hospitalar causou momentos assustadores, relata Thalita. "Foi horrível. Não desejo essa situação para ninguém. Foi uma cena catastrófica. Muitos pacientes idosos começaram a passar mal e ficaram roxos", diz à BBC News Brasil. Thalita conta que a sogra foi duramente afetada pela falta de oxigênio. Segundo a psicóloga, a saturação de oxigênio do sangue da idosa estava por volta de 99% durante a madrugada desta quinta. "Foi a primeira vez que ela chegou nesse número desde que contraiu o coronavírus", relata Thalita. De acordo com médicos, o ideal é que o número fique entre 95% e 100%. Quando o nível está abaixo de 93%, apontam especialistas, já acende um sinal de.

 

A sogra de Thalita, Maria Auxiliadora da Cruz, está internada no Serviço de Pronto Atendimento e Policlínica Dr. José Lins, em Manaus, desde 8 de janeiro. A psicóloga conta que a idosa precisaria estar em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não conseguiu vaga em razão da sobrecarga do sistema de saúde da cidade. Desde que passou a acompanhar a sogra com a covid-19, Thalita presenciou as dificuldades enfrentadas na saúde pública diante do aumento de casos da doença. Porém, ela relata que não cogitava passar por situação desesperadora como a da manhã desta quinta. “Os familiares dos pacientes ficaram desesperados”. Fui atrás da diretora do hospital, que é uma senhora muito h.

 A luta pelo oxigênio Para ajudar a sogra, Thalita pagou R$ 3 mil em um cilindro de oxigênio. Para recarregar o equipamento (cada carga dura em média 12 horas), deverá pagar cerca de R$ 500 — especialistas estimam que os valores de muitos produtos relacionados ao oxigênio hospitalar em Manaus mais que dobraram no atual período, em razão do aumento da procura. "Mesmo com o oxigênio hospitalar, a minha sogra ainda está muito mal. A saturação dela caiu muito e não voltou", lamenta Thalita. Além de Maria Auxiliadora, o marido dela, Paulo Jorge Lima, de 66 anos, também está internado em decorrência da covid-19 — outros membros da família, como Thalita, também contraíram o novo coronaví.

 

Por: Vinícius Lemos, Da BBC News Brasil em São Paulo, 14/01/2021.

 

Por: Blog; j, ipanguaçuense

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